quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A Princesa hospitalar



 Texto e foto: Stela Murgel



Fisioterapeuta do HC faz da música e dança uma terapia para corpo e alma.

 

Terça-feira. O relógio marca 10h quando a fisioterapeuta Mariana Sacchi entra no 5°GS do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, acompanhada de uma colega. Mariana é aguardada pela equipe de fisioterapeutas para começar o show.


Munidos com o violão e muita animação, os fisioterapeutas acertam o tom e dão início às “serenatas” beira leito. Roberto Carlos, Sidnei Magal e Fala Mansa fazem parte do repertório da miniapresentação. Sorrisos, lágrimas e até ânimo para sentar na poltrona são estimulados pelas acordes e vozes, um pouco desafinadas, dos artistas da casa.


Em meio a toda animação, esta Mariana, que faz da profissão uma inspiração, uni a vitalidade de menina com o profissionalismo da mulher adulta. Sacchi, apesar de tímida, libera durante seus atendimentos o seu lado criança, a “princesa da Disney” que cantarola e dança. “Sempre quis ser a Cinderela que canta e dança”, confessa aos risos.


Brincadeiras a parte, a especialista vê na música um estímulo para os pacientes. “A música muda tudo”, diz enquanto mostra a playlist que tem no celular para usar durante as sessões com os pacientes da enfermaria de neurologia, onde o bom astral impera.


Dança, corrida de cadeira de roda e serenatas fazem parte da rotina de Mariana, que contagia a todos com seu jeito de menina brincando de conto de fadas, onde o impossível pode ser tornar possível e uma enfermaria, por um momento, pode se tornar uma pista de dança. E a dança e a música em terapia para o corpo e a alma.

Um comentário: