Fisioterapeuta do HC faz da música e dança uma terapia para corpo e alma.
Terça-feira. O relógio marca 10h quando a fisioterapeuta Mariana Sacchi entra no 5°GS do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, acompanhada de uma colega. Mariana é aguardada pela equipe de fisioterapeutas para começar o show.
Munidos com o violão e
muita animação, os fisioterapeutas acertam o tom e dão início às “serenatas”
beira leito. Roberto Carlos, Sidnei Magal e Fala Mansa fazem parte do
repertório da miniapresentação. Sorrisos, lágrimas e até ânimo para sentar na
poltrona são estimulados pelas acordes e vozes, um pouco desafinadas, dos
artistas da casa.
Em meio a toda animação,
esta Mariana, que faz da profissão uma inspiração, uni a vitalidade de menina
com o profissionalismo da mulher adulta. Sacchi, apesar de tímida, libera
durante seus atendimentos o seu lado criança, a “princesa da Disney” que
cantarola e dança. “Sempre quis ser a Cinderela que canta e dança”, confessa
aos risos.
Brincadeiras a parte, a
especialista vê na música um estímulo para os pacientes. “A música muda tudo”,
diz enquanto mostra a playlist que tem no celular para usar durante as sessões
com os pacientes da enfermaria de neurologia, onde o bom astral impera.
Dança, corrida de
cadeira de roda e serenatas fazem parte da rotina de Mariana, que contagia a
todos com seu jeito de menina brincando de conto de fadas, onde o impossível
pode ser tornar possível e uma enfermaria, por um momento, pode se tornar uma
pista de dança. E a dança e a música em terapia para o corpo e a alma.



