Texto: Stela Murgel
Foto: Arquivo pessoal
Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUPS, térreo, ambulatório, sala 8. É na sala atrás da porta amarela que se encontra a assistente social Giani Gouveia. Entre um atendimento e outro, muitos afazeres. O olhar maroto e o jeito brincalhão não escondem o passado de uma mulher que teve infância. “Minha lembrança mais forte de criança é o brincar, brinquei muito”, diz com um semblante de quem viaja no tempo.
Única mulher e caçula de uma prole de três, Giani nasceu em São Miguel Paulista, na maternidade de São Miguel Paulista, como gosta de frisar para que não haja nenhuma dúvida de sua naturalidade.
Descendente de migrantes nordestinos, que se conheceram em São Paulo, foi uma menina que brincou de casinha, corda, boneca e, principalmente, cheia de amigos. “Eu tive uma infância”, fala com orgulho de quem vive cada etapa da vida.
Filha de doméstica com um operário, conta que sempre teve dos pais, que não tiveram oportunidade, o incentivo para os estudos. Focada em romper e não em reproduzir a história dos progenitores, que sempre foram uma inspiração, Giani batalhou, e batalhou muito para ter uma formação.
A escolha da carreira foi para poder auxiliar o trabalho voluntário que fazia com população de rua. Psicologia? Serviço Social? Escolheu serviço social. Opção acertada. Durante o curso, descobriu que a profissão era a sua cara. “É dinâmico, prático, protagonismo, faz com que o indivíduo vá atrás dos seus direitos. Lute. Gosto disso, acho que tem tudo haver comigo esta briga”, constata.
Com nome em homenagem a uma cantora, o lema da Gi, Gigi, Canjica ou, apenas, Giani, é "seguir em frente", assim como a música de Almir Sater, e viver todas as fases da vida intensamente. Hoje, depois de brincar, descobrir e se firmar, está em uma de suas melhores fases: VIVER!

Parabéns pela história é isso ai viver e brincar é o segredo.
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