sexta-feira, 27 de setembro de 2019
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Detran homenageia profissionais do IOT
Texto: Stela Murgel
“Acidente com sete
carros na Marginal Pinheiros deixa cinco feridos”... “Colisão
entre veículos deixa 3 mortos e 1 ferido no Itaim Bibi, em SP”...já
virou rotina, todos os dias ao abrirmos os jornais ou site de notícias e nos
depararmos com fatos como estes. E no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do
HCFMUSP, o atendimento das vítimas de acidentes de trânsito já faz parte do dia
a dia dos profissionais.
Médicos, assistentes
sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, enfim todos que
nele trabalham lidam direta ou indiretamente com os acidentados. Não é raro
noticiarem que os feridos foram enviados para o Hospital das Clínicas, pois
geralmente são lesões graves. Lesões, muitas vezes, causadas por imprudência de
quem dirige. Não é o carro que causa o acidente, é o motorista.
A vítima tem nome,
precisa se reabilitar, e tem uma vida social a ser reestruturada. Para isso,
recebe o atendimento do doutor, da fisio, da TO, da assistente social, e de
outros tantos que trabalham duro para amenizar as consequências e sequelas
deixadas pelo descuido no trânsito.
Este ano, através de
uma ação do Detran-SP para a Semana Nacional do Trânsito, estes profissionais
deixaram de ser uma sigla, uma máscara, um terapeuta, um assistente e ganharam
um rosto, um nome, e o agradecimento de motoristas infratores que participaram
do curso de reciclagem.
Além de participarem do
bate papo com o Dr. Jorge dos Santos Silva (diretor clínico), Izabel Miomy
(enfermeira), Raquel Moura (fisioterapeuta), e Lilian Aparecida G. Maria
(assistente social), cada infrator escreveu uma carta de agradecimento a um
profissional do IOT que atende vítimas de trânsito. Não faltaram agradecimentos
e palavras para expressar a admiração aos nossos profissionais. E a nós, que
trabalhamos todos os dias com esta família chamada ortopedia, só nos resta
bater palmas e dizer um lindo e coletivo : MUITO OBRIGADO!
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terça-feira, 24 de setembro de 2019
Transforme sua lágrima em sorriso
Texto: Stela Murgel
Foto: álbum de família
Lágrima: dor e tristeza. Sorriso: satisfação. Como a dor da perda pode se transformar em sorriso de satisfação? Pode parecer impossível, mas acredite, esta mutação acontece. Uma lágrima pode se multiplicar e ter como resultado inúmeros sorrisos.
Uma gota pode hidratar e reerguer uma planta, assim como a lágrima derramada pela perda de um ente querido pode dar uma nova vida a quem está se apagando.
Dói, mas é preciso regar, e fazer com que cada uma das sementes retiradas brote e floresça numa nova chance.
Fazer com que aquele ente se multiplique, se torne onipresente. Imagine como será bom ver um pouquinho da pessoa amada em várias pessoas. Ele terá a oportunidade de viver de várias maneiras, estilos de vida, gênero, raça...enfim, de alguma forma ele viverá!
Não é fácil. Ninguém disse que será. No entanto, quando tudo isso passar e olhar para trás, verá que a lágrima se transformou em sorrisos. E, no reflexo do espelho, notará que a gota que escorreu dos olhos fez brotar na boca um SORRISO!
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019
A pitada de “sal” que da graça a ortopedia
Texto: Stela Murgel
Foto: Arquivo Pessoal
4h30 da manhã. Hora de menino de 12 anos ainda estar dormindo. Mas, o ortopedista Luiz Koiti Kimura, o Kimura como é conhecido por todos, lembra, de nesta idade, ir nas peixarias da liberdade com o pai. Lá encontravam os poucos chefes de cozinha famosos que haviam na colônia na década de 1970.
Filho de uma dona de casa com um vendedor, Kimura herdou a paixão pela culinária dos pais, que não o deixavam cozinhar. “Só comecei quando fui morar sozinho”, conta enquanto a memória te traz mais histórias sobre culinária.
Criado no Ipiranga, escolheu a medicina por acaso. Apesar de ser bom na profissão, é sobre a gastronomia que gosta de falar. De um episódio, sempre encontra um fio condutor para outro.
Da comida imperial chinesa à comida de rua. Através das recordações do ortopedista, é possível saber a cultura e algumas curiosidades da culinária de cada região.
Visão, olfato, e paladar...ah o paladar, este dos três, é o principal sentido para se apreciar a boa comida segundo o ortopedista que define sua personalidade como sal. “Sal é o principal ingrediente, é ele que dá gosto ou não ao prato”, diz.
Com uma biblioteca gastronômica maior que a de medicina, sonha em conhecer todos os restaurantes do mundo. Conhecido e amigo de grandes chefes de cozinha como Alex Atala, atende no consultório muitos profissionais da área. “A medicina e a culinária acabaram se encontrando de certa forma”, constata o médico.
Quem ouve o especialista falar, logo pensa que gastronomia teria sido a escolha mais sensata. Mas quem vê o médico atuar, conclui que a medicina ganhou um pouco de “sal”.
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quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Feliz Dia do Ortopedista
Texto e foto: Stela Murgel
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
"Deixa a vida me levar... eu só quero é ser feliz"
Texto: Stela Murgel
Fotos: Arquivo pessoal
F-I-S-I-O-T-E-R-A-P-I-A, palavra grande para uma menina de 8 anos, mas suficientemente chamativa para saber o que queria ser quando fosse grande. Hoje, a menina cresceu e sabe que fisioterapia não é apenas uma palavra bonita. A criança que se vestia de caipira e brincava com o pai, deu lugar a moça que sorri com os olhos e a fisio Raquel, como é chamada pelos pacientes.
Raquel Moura, a Quel, sempre quis ser fisioterapeuta. “Acho que foi um dom que ganhei de presente”, diz em meio a um sorriso de menina.
Há seis anos no Instituto de Ortopedia do HCFMUSP, Raquel conta que nunca precisou procurar emprego. “Minha vida foi sendo guiada por Deus”, constata fazendo uma retrospectiva do caminho percorrido até chegar ao hospital.
Extremamente ligada à família, a moça de sorriso fácil, enxerga em seus pacientes muito mais que uma perna, um braço. Acredita que o sucesso do tratamento é olhar o paciente como um todo, e fazer com que ele entenda a importância da reabilitação no contexto de sua vida. “Não adianta imobilizar uma perna se ela não tiver sentido para a pessoa. Procuro através de meu trabalho deixar o paciente o mais próximo do que era antes”, fala.
Com a vocação de ajudar ao próximo, herdada do avô, a fisioterapeuta consegue criar um vínculo com seus pacientes. No celular, as fotos do seu maior bem, a família.
Depois da morte de maneira trágica do pai, ela, a irmã e a mãe se uniram ainda mais. Apesar do baque de ter perdido o pai de maneira trágica, Raquel não vê a morte como algo ruim. Acredita que a vida tem um começo, um meio e um fim, e por isso procura viver o hoje.
“E deixa a vida me levar (vida leva eu!)”, é com este refrão que se define a menina que queria fazer FISIOTERAPIA, mas ao conversar um pouquinho com a moça de alto astral que gosta de cuidar, percebemos que nesta trilha sonora cabe mais um refrão: "Eu só quero é ser feliz!"
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
De pequena 'tocadora' de passarinhos à Assistente Social
Texto e foto: Stela Murgel
O ano, 1959. A
lembrança, a mãe segurando uma lamparina o mais alto que podia e chorando.
“Parecia uma santa”, recorda a assistente social do Instituto de Ortopedia do
HCFMUSP, Alice Hirano.
Filha de japoneses,
Alice trás na memória a última vez que viu sua genitora, no dia que saiu de
Mato Grosso do Sul, com 8 anos, para estudar em São Paulo. Pelas mãos do pai,
um homem rígido, mas de coração grande, a pequena Alice começou sua trajetória.
Com sorriso de menina
relembra o pôr do sol e o vento de Presidente Venceslau (SP), cidade onde
nasceu. E é com carinho, que a sexta filha, de uma prole de 11 filhos, conta do
“panelaço” que fazia para espantar os passarinhos da plantação de arroz. “Na
hora que desciam para comer, saíamos fazendo maior barulho e gritando para
tocarmos os passarinhos”, conta rindo.
Alfabetizada pela irmã,
pensou em ser professora de história. Mas, aos 12 anos, quando uma professora
contou sobre algumas profissões, se interessou pela assistência social.
“Atender famílias, pessoas com dificuldades, problemas, conflitos, enfim, poder
ser mediadora e orientar, era o que eu queria fazer”, diz.
Após se formar, a
profissional passou por lugares como: Hospital Municipal de Itaquera, Entidade
Beneficência Nippo Brasileira, e Santa Marcelina. Com 59 anos, perto de se
aposentar, Alice resolveu se libertar e assumir sua idade. “Foi a melhor coisa
que fiz”, afirma. Coincidência ou não, o 59 parece ser um divisor de etapas na
vida desta nissei de sorriso maroto.
Em 2012, entrou para o
Instituto de Ortopedia. Mesmo aposentada, acha que não é a hora de parar. “O
reconhecimento dos pacientes me faz continuar. Quando agradecem, vejo que valeu
e vale a pena”, confessa.
Hoje, aos 68 anos, a
assistente social Alice Hirano, o exemplo da família por ter se formado, e
contrariando a tradição oriental, pois a última palavra da casa é dela, resume
sua vida como plena. “Tenho alguns sonhos, mas minha vida até aqui foi muito
bem vivida!”, finaliza
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
De torcedor todo médico tem um pouco
Texto: Stela Murgel
Torcer pelo Brasil nos Jogos Pan-americanos de Lima 2019 no lugar mais vip de todos, é para poucos. Mas, fazer parte da torcida privilegiada e da equipe brasileira que conquistou inúmeras medalhas, é para os melhores profissionais das américas. E compondo a delegação verde e amarela estava o ortopedista Mateus Saito.
“Contribuir com o melhor resultado de uma delegação brasileira nos Jogos Pan-americanos foi uma realização pessoal muito grande”, diz o especialista que quando criança sonhava em ser como Jacques Costeau e explorar os mares.Católico, fascinado pela vida e pelo funcionamento dos seres vivos, foi na medicina que encontrou o caminho para ajudar o próximo. “Decidi ser médico por lidar com a vida e com o alívio do sofrimento das pessoas”, conta o especialista.
Durante a graduação, se identificou com a medicina esportiva, pois o esporte promove a saúde e previne doenças. Na residência, optou pela ortopedia por ser uma especialidade prática, objetiva e lidar, muitas vezes, com pacientes saudáveis – como por exemplo, um atleta lesionado.
Mateus, assim como um atleta de alta performance, sempre buscou pela excelência. Como médico da Seleção Brasileira de Judô teve a possibilidade de estar num ambiente de alta performance, junto com os melhores profissionais das américas, buscando os melhores resultados. “Foi um grande mérito fazer parte dos Jogos Pan-americanos de Lima 2019”, diz Saito, nosso especialista medalha de OURO!
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A moleca com mãos de fada
Foto e texto: by Stela Murgel
Moleca! Assim se define
a doutora com cara de anjo que faz toda a diferença na vida de seus pacientes
Renata Paulos. A menina que subia em árvores, jogava bola, adorava aula de
ciências e se defendia dos meninos que ousassem a perturba-la cresceu. Cresceu
e se tornou uma médica que não suporta injustiças.
Renata, que sempre quis
ser médica, optou pela ortopedia, especialidade que combinava mais com o perfil
da menina arteira e atleta. Apesar de afirmar não ser nada delicada, é na
delicadeza de seu atendimento e de suas mãos que pacientes tetraplégicos
conseguem de volta parte da independência perdida.
Durante um estágio na
europa teve o primeiro contato com cirurgias que recuperavam o movimento de
pinça das mãos de pacientes tetraplégicos. “Percebi que através daquele
trabalho poderia mudar a vida de alguém”, relembra com brilho nos olhos.
A doutora estava certa,
sua escolha não poderia ter sido melhor. É possível saber o quanto seu trabalho
faz diferença na vida de seus pacientes através de inúmeras mensagens de
agradecimento recebidas e guardadas em seu celular como verdadeiras jóias.
Hoje, após muitos
obstáculos, a maior recompensa da doutora que não gosta de injustiças, é ver
pacientes tetraplégicos dispostos a junto com a equipe de especialistas
trabalharem pela “liberdade” de terem parte da independência cotidiana
conquistada. É poder estar com um “time” onde cada um tem que fazer sua parte,
para no final da partida olhar para trás e dizer: Valeu a pena!
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